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sexta-feira, 11 de julho de 2008

INGRID-DESPORTISTA, "PERO NO MUCHO"

Ingrid Betancourt: “Encantou-me a cabeçada de Zidane em Materazzi”

A colombiana viu a Copa do Mundo seqüestrada na selva.

“Encantou-me a cabeçada de Zidane” ao jogador italiano Marco Materazzi na final do Mundial da Alemanha, declarou a ex-refem franco-colombiana das FARC. Em uma entrevista publicada esta semana na revista Paris Match, Betancourt afirmou que “estava desgostosa com os que criticaram” ao ex-jogador de futebol Zinedine Zidane, cuja celebre cabeçada a Materazzi lhe custou a espulsão na final e sua esquipe terminou perdendo na cobrança de pênaltis.

“Essa Copa do Mundo nos deixou de dar problemas no acampamento” na selva colombiana, onde estive seqüestrada durante mais de seis anos, disse Biteancourt, pois “havia os pro-Ingrid, ou seja, os pro-franceses, e os partidários da Itália” recordou. Ingrid Betancojurt foi liberada juntos com outros 14 refens em 2 de julho passado de seus seqüestradores das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) em uma operação militar do Exército Colombiano.

Noutra entrevista ao programa da CNN de Larry King, a colombiana lamentou que deixou de ser “uma mulher livre a converter-se em uma prisioneira a receber todo tipo de ordens”. Betancourt respondeu praticamente à totalidade de todas perguntas feitas por Larry King, em alguns assuntos não quis entrar, como o filho nascido durante o cativeiro de sua companheira Clara Rojas e se foi objeto de abusos sexuais. “Creio que muitas coisas que ocorreram na selva devem deixar-se esquecidas na selva”, limitou-se a afirmar. Tampouco quis entrar em detalhes dos duros castigos cometidos por guerrilheiros ao tentar escapar em vão, uma etapa que taxou de “horrível”.

domingo, 29 de junho de 2008

GILBERTO GIL DIZ QUE A BAHIA NÃO ESTÁ NO NORDESTE


O ministro da Cultura, Gilberto Gil, criou mal estar dia destes ao afirmar que a "Bahia não está no Nordeste" durante o seminário O Novo Nordeste e o Brasil, realizado em Teresina (PI). O evento foi organizado pela Fundação Perseu Abramo, ligada ao Partido dos Trabalhadores e contou com a presença do secretário da Presidência Luis Dulci e do governador do Piauí, Wellington Dias (PT).

Durante sua explanação, o cantor e compositor declarou que "a Bahia não está no Nordeste", argumentando que o Estado é "intermediário geograficamente com o centro Oeste e o Sudeste" e afirmou: "a Bahia é a Bahia", justificou o ministro ao ouvir reações da platéia.

A petista Luzanira de Sousa, presidente da Secretária de Assistência Social no município de Picos, sul do Piauí, contestou o ministro e gritou: "O Piauí é o Piauí".

O ministro tentou esclarecer seu comentário. "Não adianta fazer cara feia gritando que o Piauí é o Piauí. Não vou colocar a disputa entre o Piauí e a Bahia. Pelo amor de Deus, não façam isso", pediu.

Gilberto Gil explicou que tanto o território, como a genética e a vida cultural da Bahia são importantes para o Nordeste, e que seu Estado faz parte do Brasil como um todo. "É uma terra iniciada geograficamente e está no meio da costa atlântica brasileira, e politicamente tem sido intérprete do anseio brasileiro", declarou Gil, sem entender o motivo do mal entendido.

"Todas as escolas de samba do Rio (de Janeiro) e de outros Estados são obrigadas a ter ala de baianas. A Bahia é uma terra de todos e era isso que eu queria aproveitar para falar. A Bahia é de todos", acrescentou Gilberto Gil, sob olhares do governador Wellington Dias e do ministro-chefe da Secretária-Geral da presidência da República, Luiz Dulci.

Na tentativa de se explicar, o ministro frisou que, ao retornar do exílio no período da ditadura militar, fez questão que seu primeiro show fosse em Pernambuco, e não na Bahia, e citou a riqueza do povo nordestino pelo Brasil, como os Estados da Amazônia, todos colonizados pela cultura nordestina, e a força motora usada nas construções em São Paulo. "Nas favelas da Maré e Rocinha, no Rio de Janeiro, os avós e mães são todos nordestinos. Brasília é feita por nordestinos", completou.

Exaltando a característica pluricultural do Nordeste, Gilberto Gil finalizou dizendo que a cultura é mais importante que qualquer outra área. "A vida é movida pela capacidade das pessoas dizerem eu te amo. Isso é cultural", concluiu.

domingo, 8 de junho de 2008

DAS DORES





É pequeno burguês, mas tenho de falar da Dasdores



É sempre injusto considerar que aquela moça, a empregada doméstica de sua casa, não raciocina bem. Eu sei. Me sinto ultra mal de pensar assim e nem queria falar neste assunto, porque no fundo esta atitude é tão país de terceiro mundo! É tão colonizador sobre colonizado indígena! Pô, ter empregada já é coisa de burguês-feladaputa e eu ainda venho aqui chorar pitanga?


Mas digamos que não seremos nós, nos próximos dias corridos do mês, que deixaremos mais uma empregada sem salário para pagar o aluguel e a 36ª prestação do quarto completo das Casas Bahia. Vamos admitir - e que nenhum estudante de ciências sociais da USP nos ouça: não é fácil. Não é fácil decodificar os passos errantes dos neurônios destas valorosas guerreiras do pano úmido. Sem querer generalizar, longe de mim, mas a cena é familiar e é a seguinte:


De manhã, atrasada pra reunião, você vai à cozinha e com determinação e objetos didáticos, ajeita tudo na pia pra que fique claro. Que não paire dúvida. Que não haja qualquer motivo para ela decidir por conta própria. Você fala, fala, fala. Retoma, explica de novo.


O relógio corre, mas você sabe que é preciso insistir. Ela nem respira. Ela está ali, ao que tudo indica, de corpo e alma, a despeito do olhar paradão. Você pergunta: entendeu? Ela mexe a cabeça que sim. Tchau, lá vai você para a selva capitalista. Ela fica. Fica e divide o que você disse com o que ela acha que ouviu, noves fora nada, somado com o que a prima mandou pelo telefone – pronto: é o que vai rolar do jantar que você passou uma hora explicando.


Então você, que pediu para ela cozinhar a alcachofra sem tempero algum e assar o filé mignon com todos as ervas que separou, chega em casa e encontra a alcachofra cheia de ervas esturricada no forno e o filé mignon esfarelando na panela de pressão sem tempero. Fala sério.


Atire a primeira pedra quem...Seus filhos intercedem, dizendo que ela não comeu proteína na infância, e te fazem sentir uma patricinha mesquinha.Enquanto você, burguesa de unhas feitas, só queria chegar em casa e encontrar a alcachofra cozida e o filé assado. É pedir demais?


Aí, é fim de semana. Você vai procurar o shorts de corrida que usou no sábado passado. Faz tempo que ele se foi nas mãos de Dasdores e isso te inquieta.


Percebe que errou na condução da lavagem desta peça. Não usou mapas estratégicos, bonecos de massinha e jogos de colorir. Fica tensa ao se aproximar do armário onde o shorts entra e sai há 10 anos sem problemas. Mentalmente visualiza o pobrezinho sozinho com a Dasdores na lavanderia. Sem condições de gritar por socorro. Totalmente à mercê do raciocínio tortuoso da Dasdores.


Pensa nas coisas que ele, aquele pequeno shorts que você adora, que não se encontra mais à venda desde os anos 90, que é curto, mas cobre bem a bunda, é justo, mas maleável para correr, pode ter sofrido. Ele não podia ser passado a ferro, não podia ir na máquina, não podia secar à sombra. Você imagina de onde a desgraça poderá te acertar.


É sábado de manhã e você já está trincando os dentes. Sua adrenalina cai no sangue quando você abre a gaveta e... não há aquela, nem qualquer outra peça em seu lugar habitual. Olha na gaveta de cima, de seu marido, e não há uma cueca disponível. Seu coração dispara, suas mãos crispam.


Esquece o shorts. Que se dane o shorts :– Cadê a porra daquele monte de roupa minha que devia estar aqui? Cadê minha camiseta branca? Onde ela pôs a calça de lycra que eu ia usar segunda? Se ela não me matar hoje, mato esta mulher, juro!


Você sai abrindo portas e gavetas e rememorando o discurso que fez na semana passada - eu disse, Dasdores, se você não sabe onde ficam as roupas, deixe tudo ali em cima; naquele quarto, que a gente se incumbe de guardar.


Mas quê? Nada no lugar. Ela tomou a decisão de melhorar o cazzo da logística da casa. Você revira os armários e a área de serviço em busca das roupas lavadas durante a semana. Em vão. Senta num banquinho de canto e chora de “nervo”.


Enfim, exausta e com início de angina, tenta pensar como ela pode ter pensado. Vai até o armário do último quarto. Apóia os pés nas gavetas para chegar ao ponto mais alto e inimaginável para alguém guardar roupas - a terra de ninguém escura e solitária onde jaz a caixa da árvore de natal.


Sim, sim: lá estão montinhos de roupas dobradinhas. Passadinhas. Tudo, absolutamente tudo, o que ela conseguiu amealhar durante a semana. Lençóis, toalhas, toalha de mesa, que ela fez questão de colocar como você disse: “ali em cima, no quarto”. Não em cima da cama; não em cima da cômoda; lá em cima, no armário do esquecimento, onde as roupas podiam ser encontradas às vésperas do natal. E nós estamos em abril.


Aí alguém me pergunta por que não mando a Dasdores embora? Pois é, eu me pergunto isto todos os dias. Mas, sabe, ela é boazinha, coitada. Honesta, tem filhos em idade escolar e um marido beberrão. Também, ficar sem empregada e ensinar tudo de novo pra outra, é duro... Por mais politicamente incorreto que seja meu discurso, convenhamos - é duro!






quinta-feira, 29 de maio de 2008

Distúrbio bipolar

Distúrbio bipolar

Como categorizado pelo DSM-IV e o pelo CID-10, o distúrbio bipolar é uma forma de distúrbio de humor caracterizado pela variação extrema do humor entre uma fase de maníaca ou hipomania, hiperatividade e grande imaginação, e uma fase de depressão de inibição, lentidão para conceber idéias e realizar, e ansiedade ou tristeza. Juntos estes sintomas são comumente conhecidos como depressão maníaca.
História
Introdução
O distúrbio bipolar do humor, também conhecido como transtorno bipolar, é uma doença caracterizada por episódios repetidos de mania e depressão. Uma pessoa com transtorno bipolar está sujeita a episódios de extrema alegria, euforia e humor excessivamente elevado (hipomania ou mania) e também a episódios de humor muito baixo e desespero (depressão). Entre os episódios, é comum que passe por períodos de normalidade.

Deve-se ter em conta que este distúrbio não consiste apenas de meros "altos e baixos". Altos e baixos são experimentados por virtualmente qualquer pessoa e não constituem um distúrbio. As mudanças de humor do distúrbio bipolar são mais extremas que aquelas experimentadas pelas demais pessoas. Veja ciclotimia para uma versão moderada deste distúrbio.

O doente de distúrbio bipolar é também comumente chamado de "maníaco-depressivo" por leigos (e por alguns psiquiatras do século vinte), entretanto, este uso não é popular atualmente entre os psiquiatras, que padronizaram o uso de Kraepelin do termo depressão maníaca para descrever o espectro bipolar como um todo, que inclui tanto o distúrbio bipolar como a depressão; eles agora utilizam distúrbio bipolar para descrever a forma bipolar da depressão maníaca.

A natureza e duração dos episódios variam grandemente de uma pessoa para outra, tanto em intensidade quanto em duração. Nos casos muito graves, pode haver risco pessoal e material.

A doença pode se manifestar em crianças, porém talvez pela dificuldade em identificá-la, se manifesta em grande parte em adultos, por volta dos 15 a 25 anos.
Euforia e Depressão
O paciente de bipolaridade pode chegar ao extremo da depressão seguida de suicídio e, no outro extremo, a euforia de tentar escrever um livro num só dia, por exemplo.
Euforia
Saber lidar com as situações extremas é quase decisivo e a maior dificuldade: o bipolar quase nunca percebe quando está hiperagitado. Quando percebe, recusa-se a aceitar o fato, e pior, tanto num caso quanto no outro, gosta de estar eufórico. Resiste firmemente a tomar medicamentos; abusa de drogas e álcool; gasta suas finanças (e, se possível, as alheias) de forma descontrolada; torna-se impulsivo, irascível, promíscuo, inconseqüente.
Depressão
Nos períodos de depressão - o risco de suicídio é grande. Conjunto a isso, há dois outros fatores: as drogas, que produzem sintomas parecidos e a rebeldia na juventude.
Principais Sintomas
Como identificar o humor
Após um diagnóstico positivo do THB (Transtorno de Humor Bipolar), entra a segunda parte, a mais difícil, com o paciente que pode estar incapacitado e seus familiares, saber se está ou não em surto, é uma dificuldade constante para o portador de THB. A preocupação por amplos sectores da saúde e da sociedade em geral, em especial a saúde mental, é o de garantir o bem estar dos portadores do transtorno e impedir a incapacitação dos "doentes".

Nem sempre os sintomas maníacos ou depressivos são bem claros. Até quem convive com um bipolar sente dificuldade em distinguir uma aflição comum da depressão ou sua alegria de euforia. É difícil um diagnóstico preciso para qualquer um fazer, mesmo para um profissional da saúde que acompanha há um longo tempo um paciente.

Com a implantação dos hospitais-dia, reuniões com parentes e pacientes, a evolução está sendo suprida. O paciente deveria ser o maior sabedor das coisas que envolvem a doença para conseguir controlá-la.
Sintomas da Depressão
O individuo deprimido em geral se sente abatido, quieto e triste. Pode dormir muito, como uma fuga do convívio, reclamar de cansaço em tarefas simples como escovar os dentes, apresentar traços de baixa auto-estima e de sentimentos de inferioridade. Demonstra pouco interesse pelos acontecimentos e coisas e pode se isolar da família e amigos.

O indivíduo pode se sentir nesta fase culpado por erros do passado, e fracassos em sua vida e de seus familiares. Pode haver irritabilidade, lamentos e auto-recriminação.

Pode haver um distúrbio do apetite tanto para aumentá-lo, como para diminuí-lo. O deprimido pode apresentar queda na sua imunidade, o que o deixa predisposto a contrair doenças. Em alguns casos a depressão pode se manifestar de forma psicossomática, e o indivíduo pode apresentar algumas doenças de causa psicológica, que normalmente se caracterizam por dores pelo corpo ou cabeça.

Há uma queda da libido e o indivíduo se afasta de seu companheiro, se o possuir.É comum nesta fase pensamentos suicidas, uma vez que o indivíduo se sente mal em sua vida e sem energia para mudá-la. A conseqüência mais grave de uma depressão pode ser a concretização do suicídio.
Sintomas da Euforia (Mania)
Na fase eufórica o indivíduo pode apresentar sentimentos de grandiosidade, poderes além dos que possui e grande entusiasmo. O indivíduo passa a dormir pouco, tornar-se agitado.

Pode falar muito, ter muitas idéias ao mesmo tempo.
Há uma alteração na libido e o indivíduo tem um aumento do desejo sexual.

O indivíduo perde a inibição social, podendo passar por situações vexatórias por falta de senso crítico.

Nesta fase é comum os indivíduos se endividarem ou perderem muito dinheiro, comprometendo até bens de família. Durante os delírios de grandeza os gastos são muito acima do que sua realidade permitiria. Devido ao grande otimismo, é possível o indivíduo emprestar dinheiro a pessoas que mal conhece e que podem aproveitar-se da situação.

No tipo de TBH com surtos psicóticos, é comum nesta fase que o paciente tenha alucinações e delírios de grandeza.
Tratamento
O distúrbio bipolar é uma patologia que acomete cerca de 1,6% da população hoje em dia. No entanto, hoje é perfeitamente tratável. As alarmantes trocas bruscas de humor, todavia, podem ser controladas pelos medicamentos conhecidos. O tratamento com carbonato de lítio é o mais antigo e ainda em uso, e hoje há significativos progressos no estudo de novos tratamentos com poucas, mas significativas novas medicações introduzidas na medicina nos últimos tempos.

Equivocada é a idéia de que a bipolaridade seria estar hiper contente pela manhã, triste à noite e com um sentimento médio à tarde. Tal idéia não traduz a bipolaridade. Na verdade a bipolaridade pode vir a se manifestar nos dois pólos da doença: depressão e mania. Hoje há remédios de última geração que controlam com sucesso qualquer alteração de humor para esses dois pólos da doença. Geralmente são antidepressivos e o tratamento mais antigo, o carbonato de lítio. Os portadores da bipolaridade geralmente são pessoas que se destacam nas actividades que exercem, principalmente no que condiz à arte (Mozart, Van Gogh, Vivien Leigh, Schumman, Jaco Pastorius) e à política (W. Churchill, Ulisses Guimarães).

Com o uso de medicamentos adequados e de apoio psicológico, é perfeitamente possível atravessar períodos indefinidamente longos de saúde e ter vida plena.

O tratamento exige acompanhamento profissional, o uso fiel e bem monitorado dos medicamentos adequados e o comprometimento do paciente em buscar para si uma vida melhor. O apoio e a compreensão da família ou de amigos chegados são de grande valia ao doente.
Terapia ocupacional
A partir de conceitos do CID-10 o tratamento da bipolaridade não só trocou de nome (PMD - Psicose Maníaco- Depressiva) do CID X mas, também há precoce tratamento aos pacientes crônicos em hospitais-dia, onde se fazem terapias ocupacionais durante o dia e, à noite, os pacientes voltam ao convívio de suas famílias. Se só o nome já assustava, imagine-se a situação em que o bipolar comunica sua patologia a um leigo dizendo que tem psicose maníaco-depressiva. Seu interlocutor pensará que é um louco sem controle ao ouvir esses termos.
São pessoas úteis à comunidade em que vivem, mas que podem ser marginalizadas pela patologia que apresentam. Se bem tratados e acompanhados psicologicamente mais de perto, são seres humanos como outros quaisquer e, melhor ainda, com possibilidades de render mais em certos setores.
Como controlar
Regularmente

1-Acompanhamento médico e psicoterápico

2-Uso da medicação prescrita conforme recomendação médica.

3-O uso da medicação é particularmente importante porque é bastante comum que o paciente de bipolaridade deseje interromper a terapiamedicamentosa. A interrupção no uso do medicamento recomendado, via de regra, desencadeia novos episódios da conduta característica a essa condição: estados de depressão mais intensa e maior exaltação na euforia

4-Restrição ao uso de álcool e drogas

5-Vida saudável com horas de sono suficientes e em horário regular, alimentação equilibrada e atividade física adequada

quarta-feira, 19 de março de 2008

NUTRIR-SE OU COMER ?

Nosso organismo precisa de nutrientes e não da comida exagerada que ingerimos diáriamente. O que se disperdiça daria para sustentar outro tanto da população mundial.

Economizando, pois 60% do lixo é comida que estraga, ou que jogamos fora mesmo, podia-se doar a que sobrou do almoço ou ate come-la na janta. O negocio é reaproveitar tudo!

No mundo, 24 mil pessoas morrem todo os dias por não terem acesso a ela. No Brasil, a falta de alimento na mesa confronta-se com uma realidade aparentemente oposta: 44 milhões passam fome enquanto 70 milhões estão acima de peso -o que não significa que se alimentem de forma saudável. Mas o contra-senso não pára aí: todos os dias, no Brasil, o destino de 70 mil toneladas de alimentos é o lixo.

O desperdício de comida não se restringe às residências. Apenas os supermercados descartam cerca de 13 milhões de toneladas de alimento por ano, e as feiras livres jogam fora mais de mil toneladas em frutas, legumes e verduras. São R$ 12 milhões em comida jogados fora, o que poderia alimentar 30 milhões de carentes por ano. A constatação é de ONGs especializadas no assunto.

Reduzir não é comer menos, mas adquirir o suficiente para o consumo.

Além de planejar desde o que se coloca no prato, para não precisar jogar fora, é essencial se programar antes de ir ao supermercado, para comprar apenas o necessário.

Varias pessoas tem vontade de mandar embrulhar o que sobrou em restaurantes mas por vergonha não o fazem.

Algumas inventam desculpas ao mandar embrulhar dizendo que as sobras são para o cachorro.

Foi o que fez Dna. Carmélia, mulher bem situada na sociedade paulistana, que ao mandar guardar os restos no restaurante, realçou ao garçom por várias vezes que eram para o seu cachorro.

Qual não foi sua surpresa no dia seguinte ao abrir o pacote, cheio de ossos de frango e de costelinha de porco, entretanto havia comido um file à chateaubriand. O garçom de sacanagem mandou colocar todos sobras do restaurante. Sua família, coitada ! Ficou sem almoço ! E quem saiu-se bem foram seus cachorros.
Não é preciso tanto, pois sabendo pedir e comprar não vai faltar
!

domingo, 16 de março de 2008

SUCESSÃO NOS EUA / EM APUROS

Pastor de Obama incendeia disputa

"Hillary nunca foi chamada de negona", disse Jeremiah Wright em sermão que vira hit no YouTube


Líder da igreja do candidato polemizou ao dizer que os EUA atraíram o 11 de Setembro; senador tenta se afastar e rejeita declarações


É um dos sermões de despedida do pastor Jeremiah Wright. O dia é 25 de dezembro último. O cenário, a Igreja Unida da Trindade de Cristo, em um subúrbio de Chicago, em Illinois. Ele está de branco, com gravata e cachecol roxos e um colete escuro. "Só percebi nos últimos dias por que tanta gente está criticando Barack Obama", começa. "É que ele não se encaixa nos padrões."Wright, 66, assumiu o comando da Igreja Unida da Trindade de Cristo em 1972. Sob sua tutela, a igreja protestante virou afrocentrista e, como querem seus detratores, ultra-radical. Ele é o pastor de Obama.Nessa manhã de Natal, começa a se exaltar. "Hillary nunca foi definida como uma não-pessoa", grita. "Hillary nunca foi chamada de negona", diz, usando a palavra pejorativa "nigger", em inglês.Em outro sermão, logo após o 11 de Setembro em Nova York, Wright disse que os EUA foram responsáveis pelos ataques. "Bombardeamos Hiroshima, Nagasaki, explodimos muito mais do que os milhares em Nova York e no Pentágono (...) e agora estamos indignados porque o que fizemos voltou para o nosso quintal", disse, citado pelo "New York Times".A igreja tem o costume de gravar alguns cultos e vender depois para os fiéis que o perderam ou querem ter o vídeo por algum motivo especial. Alguns foram parar no YouTube e, nas últimas horas, vieram bater na porta da campanha de Obama. Desde que resolveu concorrer à Presidência dos EUA, o pré-candidato procura se descolar publicamente da figura de Jeremiah Wright.Mas, na segunda autobiografia, descreve a importância que ele teve em sua vida. Ele foi batizado, batizou as filhas na igreja e também se casou ali. O livro, a "A Audácia da Esperança", tomou o título emprestado de um dos sermões do pastor.Não o do último Natal, obviamente. Sobre esse, o comando da campanha a princípio soltou um comunicado menos duro. Com o crescer da polêmica na blogosfera, até virar tema do programa da CNN "360º", de Anderson Cooper, na sexta à noite, Obama escreveu um texto a respeito e foi ao ar na rede se distanciar do líder religioso, a quem agora chama de "o pastor de minha igreja"."Eu discordo veementemente e condeno fortemente as declarações que foram objeto de controvérsia", escreve o candidato. "Denuncio categoricamente qualquer declaração que sirva para nos dividir de nossos aliados. Rejeito diretamente as declarações em questão do reverendo Wright."Então, relembra o que escreveu em seu livro. "Em outras palavras, ele nunca foi meu conselheiro político; ele foi meu pastor." Ainda assim, nas horas seguintes, o comando de Obama anunciaria que o pastor foi "desligado" de suas atividades junto à campanha.

SUCESSÃO NOS EUA / NOS BASTIDORES

Equipes revelam contradições de candidatos

Mais do que livrar seus chefes de encrencas, assessores de aspirantes à Casa Branca expõem escolhas políticas de campanhas

Apoiadores de Obama criam confusão ao desmentir seus discursos; Hillary disfarça, mas traz de volta membros do governo de Bill Clinton

No penúltimo debate entre Barack Obama e Hillary Clinton, no final de fevereiro, no Texas, um jornalista perguntou ao senador democrata se ele se sentaria com o líder cubano Raúl Castro para negociar, depois de a ex-primeira-dama responder que não faria isso, a não ser que "precondições" tivessem sido cumpridas.Numa longa resposta de mais de 600 palavras, Obama disse que se sentaria, sim. Então, repetiu a máxima que resume sua proposta de política externa se for eleito presidente: "Creio que é importante para os EUA falarem não só com seus aliados, mas também com seus inimigos. Acho que é aí que a diplomacia faz mais diferença".Minutos depois, David Axelrod, coordenador da campanha do senador, estava falando com jornalistas no que o costume político local chama de "spin room" -literalmente, "sala de giro", no sentido de que é o local em que os assessores pegam uma frase dita por seu candidato num evento anterior, seja debate ou comício, e a giram -ou distorcem- até que ela fique a contento deles.A afirmação não prejudicaria Obama mais tarde junto ao eleitorado latino mais conservador?, foi a pergunta feita pela Folha ao assessor. "Não, pelo contrário, vai até ajudar, uma vez que todos estão cansados das mesmas velhas atitudes sobre Cuba", respondeu Axelrod.Era "The Ax", o machado, como Obama o chama, em ação, consertando situações em que seu candidato se mete por falta de experiência ou nervosismo. A ex-primeira-dama e o republicano John McCain também têm seus próprios "machados", respectivamente Mark Penn e Charlie Black. Eles são a face mais evidente e midiática de um time que não aparece, mas dá os verdadeiros contornos de cada plataforma.

Nomes testados

São dezenas de nomes para cada área, que vão sendo testados com o grande público e em relação ao próprio candidato. Com a aproximação da eleição, uma peneira vai sendo feita.No caso do time de política externa, Obama começou com uma seleção que enchia uma sala. Ia de Zbigniew Brzezinski, ex-conselheiro de Segurança Nacional de Jimmy Carter (1977-1981), a Samantha Power, autora de biografia sobre Sérgio Viera de Mello, diplomata brasileiro morto em Bagdá. Por motivos diferentes (posição crítica a Israel no primeiro caso, deslize verbal no segundo), os dois foram afastados ou se afastaram -também assessores se metem em confusões.Hoje, a área é coordenada pela ex-clintonista Susan Rice, uma das integrantes do governo de Bill Clinton (1993-2001) cooptadas por Obama. Seu equivalente em "Hillaryland" (apelido dado à campanha rival por conta das mulheres que formam seu centro nervoso) é o banqueiro norte-americano Richard Holbrooke.Outro Richard, Armitage, está com o senador John McCain. Ele ilustra outra característica não rara desse grupo de pessoas: muitas vezes, contrariam em privado ou por conta de seus currículos o que os candidatos dizem em público. O caso de Austan Goolsbee, um professor da Universidade de Chicago que é o principal assessor econômico de Obama, é o mais recente e evidente.No que ficou conhecido como "Naftagate", o economista disse a diplomatas canadenses que as críticas que seu candidato fazia ao Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) não eram para valer, apenas peça de campanha para ganhar votos em Ohio -que aponta o acordo como vilão de seu índice de desemprego, um dos maiores índices do país.Mas há outros casos. Apesar de prometer que sua eleição não significará um terceiro mandato de George W. Bush, John McCain cerca-se de pessoas que tiveram importância na administração do atual presidente. Richard Armitage, por exemplo. Falcão neocon, foi o segundo no Departamento de Estado de Colin Powell.

"Monstro"

Já Hillary tenta se fixar como uma candidata independente de Bill Clinton e afirma que a sua não será uma co-Presidência. Ainda assim, muitos assessores saíram direto dos gabinetes de um dos dois mandatos do marido. É o caso de Richard Holbrooke, forte candidato a secretário de Estado, que ocupou o posto de embaixador dos EUA na ONU no segundo mandato de Clinton.Ou Gary Gensler, número três e depois número dois da secretaria do Tesouro do ex-presidente democrata, um dos principais assessores econômicos de Hillary. "Como as propostas são mais ou menos parecidas, os pré-candidatos têm de se diferenciar de outras maneiras", disse à Folha David Mendell, autor de "Obama -From Promise to Power" (da promessa ao poder, 2007).A escolha dos assessores é uma delas. Nesse sentido, nenhum é tão examinado nessas ações quanto Obama. Cada novo nome que vaza de seu time se torna uma celebridade instantânea. Para o bem e para o mal. Susan Rice, que assumiu a liderança depois de Samantha Power cair ao chamar Hillary Clinton de "monstro", começa a passar por apuros.Primeiro, ao falar em entrevista na TV que nem Obama nem Hillary "estão preparados para atender aquele telefonema às 3h da manhã", referindo-se a um anúncio colocado no ar pela campanha da ex-primeira-dama para salientar a falta de experiência do senador. Num artigo intitulado "Novatos demais para o horário nobre", um articulista questiona se o senador não se cercou de muita gente verde.Agora, veio à tona que, enquanto era ex-secretária de Estado para a África de Bill Clinton, Susan Rice teria aconselhado o presidente a recusar uma oferta do governo do Sudão de entregar Osama bin Laden aos EUA, segundo disse Timothy Carney, que à época (1995-1997) era embaixador norte-americano no país

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

HIPOTECAS : AS GRANDES CULPADAS ?

Com emprego, renda e moradia ameaçadas pela recessão, eleitor nos EUA coloca economia no centro do debate eleitoral.

SOB O impacto da crise desencadeada pelas hipotecas de alto risco, a economia americana desacelerou. No quarto trimestre de 2007, o PIB estagnou-se.

Para reaquecer a economia, defendem planos de estímulo fiscal e mais gastos em infra-estrutura. Para fortalecer a classe média, propõem redução de impostos para esse estrato e a universalização do sistema de saúde. Ao mesmo tempo, falam em voltar ao nível de tributação do governo Clinton -o que exigirá aumento de impostos.

QUEM ESQUECE OS EFRROS COMETIDO NO PASSADO ESTÁ CONDENADO A REPETI-LOS NO FUTURO

Se a guerra contra o terror promovida pelo presidente George W.Bush atingiu ou não seus objetivos é discutível. Mas, uma coisa é certa: ela não foi barata. O preço da iniciativa de Bush para derrotar o terrorismo islâmico deve ultrapassar neste ano o custo da Guerra do Vietnã - e isso numa estimativa considerada "conservadora".

De acordo com o Serviço de Pesquisa do Congresso mantido pelo governo norte-americano, a Guerra do Vietnã custou o equivalente a US$ 662 bilhões [valor atualizado, equivalente a mais de R$ 1,2 trilhão], entre 1965 e 1975. O "Los Angeles Times" comparou os números com o custo da guerra ao terror, iniciada em 2001, e chegou à conclusão que esses custos serão ultrapassados.

Os números ilustram como foi cara a guerra contra o Iraque. Durante a Segunda guerra Mundial - o maior conflito armado da história da humanidade - os Estados Unidos atingiram apenas a marca dos US$ 600 bilhões (em valores de hoje) em meados de 1943.

As despesas com a guerra não ficarão só por hoje, conseqüências virão no futuro.

Centenas de milhares de veteranos iraquianos irão precisar de pensões por invalidez pelo resto de suas vidas. A proporção entre mortos e sobreviventes é a grande diferença entre a Operation Iraq Freedom (Operação de Libertação do Iraque) e os conflitos anteriores.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a proporção era de 1,5 ferido por soldado morto, enquanto no Vietnã era de 2,8 - no Iraque é de 16. Muito mais soldados são feridos no Iraque do que mortos, e isso aumenta os custos.
Nota do brownsugar:

Que o eleitor norte-americano lembre-se dos custos de uma guerra e não fique engolindo o bode expiatório que foi colocado na sala, como se a crise das hipotecas fosse a única culpada pela causa de tudo.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Não esqueça...

Quantas vezes somos autoritários, radicais e rigorosos em demasia com nossos filhos, seja exigindo-lhes demais nos estudos ou impondo restrições na sua liberdade de ir e vir. Evidente, que como pais, queremos o melhor para eles, mas temos que dosar, mantendo um equilíbrio entre suas obrigações, responsabilidades e seus direitos, quanto á diversão e lazer. Não basta ser pai, temos de acompanhar a evolução, afinal, nada mais é como era, portanto, temos de nos enquadrar aos novos tempos.

Digo isto, porque dia destes, enquanto aguardava minha filha caçula defronte ao clube onde tem aulas de teatro, para passar o tempo, adentrei em uma lanchonete.

Entabulei um bate-papo com o dono, um senhor de aproximadamente 70 anos, e durante a conversa onde cada um procurava contar suas realizações, abordamos assunto referente à educação de nossos filhos. Dizia eu, com orgulho, que tinha três filhos, duas moças e um rapaz, e que apesar das dificuldades, estava conseguindo dar a cada um, diploma universitário.

Num dado momento seus olhos lacrimejaram, perguntei o que havia, e emocionado relatou-me que conseguira, após muitos sacrifícios, formar seus dois filhos, um em Medicina e outro em Odontologia. Até então imaginava eu, ser um choro de alegria, mas desabafando disse que o dentista no dia da inauguração de seu consultório, após convidar amigos, parentes, cuidava dos detalhes finais quando, ao ir sacar dinheiro em um caixa eletrônico, foi seqüestrado e covardemente assassinado. O dia que seria o mais alegre de sua vida, em segundos, tornou-se o mais triste.

Culpando-se por ter exigido muito do filho, recordou que muitas vezes o privara de fazer o que o deixaria feliz, e não foram poucas, as vezes que não o deixara sair com seus amigos. Entendeu que fora egoísta, pois só pensara na realização de seu sonho.

Dentre vários assuntos, sentia-se indignado por recentemente ter sido aprovado um projeto que praticamente libera a maconha aos usuários. O bando que assaltou e matou seu filho era composto de viciados nessa droga maldita. O produto do assalto era para comprar drogas mais pesadas.

Quanta culpa e remorso em relação ao filho. Aquilo me fez refletir a respeito e chegar à conclusão de que, como pais, temos que orienta-los no que é certo e errado, afim de que aprendam os limites de, até onde podem ir. De resto, que aproveitem a vida, pois num breve momento, ou num fim de semana podemos perdê-los para sempre.
Brownsugar

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Ser pai

Como faço diariamente, tomei o ônibus na Praça da Republica, centro de São Paulo, com destino ao meu trabalho. Dentro, rolava um papo sobre o noticiário do dia anterior, que novamente, denunciava o consumo de drogas, no chamado “quadrilátero” da boca do lixo, mais conhecido por crackdromo.

As opiniões eram as mais variadas, e vez ou outra, de tão acaloradas, chegavam à beira da discussão. Uma delas, dizia, que o problema era antigo, pois há mais de 30 anos isso acontecia naquela região! –Nada se fazendo para sana-lo.

Outra dizia que já estava na segunda ou terceira geração de meninos de rua, ou seja, o menino de rua virou pai, e seu filho também já consumia drogas.
E ainda, que tudo, não passava de interesses comerciais do PCC*, e traficantes! -afinal, por trás, rolava muita grana!


E assim por diante, ouvia a todos , tirando minhas conclusões. Continuava quieto no meu canto, ouvindo calado e refletindo.
Com algumas opiniões concordava, noutras, achava um pouco de exagero. Fiquei triste, porque também tenho filhos, e, como todo pai, rezo para que não se envolvam com drogas, livrando-os da viagem maldita, cujas paradas são: hospício, prisão ou cemitério.

Na esquinas, da Avenida São João com Av. Duque de Caxias, subiu um senhor, sentou-se a meu lado, e assustado, ouvia tudo. Temeroso em dar uma opinião, fazia como eu, limitando-se a ouvir, e balançar a cabeça, ora concordando ou não.

Mais à vontade, começamos a conversar, dizendo, que um daqueles viciados do vídeo, era seu filho, um jovem de 20 anos! -Não sabendo mais o que fazer para tirá-lo daquela vida degradante e miserável! -Já fizera de tudo! -Procurando clinicas especializadas, assistentes sociais, autoridades ligadas ao assunto, mas sentia-se impotente, pois nada conseguira.

Confortando-o, disse-lhe que era assim mesmo. Como pais, nossa vida era essa, levantar cedo, marmita sob o braço, atravessar a cidade em ônibus lotados, com destino ao trabalho! -Enfim, sacrificar-se e fazer tudo pelos filhos. Por sorte, alguns pais não tinham esse gravíssimo problema, e outros, ao contrário, conviviam com ele, tornando suas vidas, um inferno.

Disse-lhe chavões surrados: - a esperança é a última que morre, e; -o tempo é o melhor remédio para tudo, enfim, que devíamos aguardar e continuar na luta! – E que ao contrário dele, após sacrifícios, privando-me das boas coisas da vida, tinha realizado meu sonho, e dado um canudo*de professor de educação física ao meu, da mesma idade do seu.
Aquilo soou como um duro golpe, pois seu olhar brilhou, não sei se de alegria, ou de ódio! - Por lembrá-lo novamente da sua impotência com o seu.

Continuei dizendo, que meu filho também andava desiludido, pois, apesar do canudo*, procurava trabalho e nada conseguia na área, tendo de sujeitar-se a outra atividade.
Éramos, então, 2 pais, com problemas, cada um na sua proporção de gravidade.


De repente, aquele senhor, numa tirada de mestre, disse: -Poxa, meu irmão! -Tá aí, a solução!! -Por que o prefeito, governador ou seja lá quem comanda tudo, não junta nossos filhos, unindo o útil ao agradável.

De cara, não entendi ? -Mas aos poucos foi se soltando e explicando: -É fácil meu! -dizia ele: - Basta o prefeito pegar teu filho professor, arranjar um espaço na cidade, montar uma quadra esportiva, e então ele passa a orientar meu filho e outros em atividades esportivas! -Assim, à noite, não sobra tempo para usarem drogas, assaltar, e etc.

Disse-lhe: -Você tem razão meu irmão, mas não é tão simples assim; -afinal, tudo gira em torno de grana, licitações, concorrências, enfim uma burocracia danada! -que a gente não “saca”* nada: - No que respondeu : - Mas os caras da economia dizem que só de imposto a gente deixa quase 40% de grana em tudo que compramos! -Ficando para o governo gerenciar! –É : - Aí reside o problema! -Pois todo esse dinheiro já está comprometido com outros “programas”, supostamente mais importantes! -Noutras “mutretas”! -Nada sobrando para a educação, esportes, e outras necessidades sociais, disse eu.

Nisto, tendo que descer no próximo ponto, num desabafo geral, gritou; -OLHA MEU! - A MELHOR POLITICA PARA O POBRE CONTINUA SENDO A DE SEMPRE! -A DO SEJA O QUE DEUS QUISER!!! -E eu brincando, retruquei: -É, pode ser, mas, o chefe lá em cima já está com o saco cheio.!!!!!
Desci no meu ponto, duplamente chateado: por meu filho frustrado e sem rumo profissional e pelo dele, que dias desses, fatalmente, iria virar manchete policial.


O que fazer ? -A luta é essa,! -Desigual! -É lôbo comendo lôbo! -e, como dizia aquele malandro da Praça Julio Mesquita:--Se jacaré marcar* bobeira vira bolsa de madame. Então, seja o que Deus quiser !!!!!!!!!!!!

*canudo=diploma universitário
*PCC-Primeiro Comando da Capital-Grupo de marginais que dentro das cadeias comanda o crime.
*saca, giria= entender, perceber
*marcar, gíria=perder tempo

Brownsugar

Quero ser criança

Meu filho na ocasião com cinco anos perguntou-me: - Pai por que a gente cresce? – Eu queria ficar sempre criança. –Não queria crescer nunca! -Desconcertado dei-lhe uma explicação e aparentemente o convenci.

Hoje, num retrospecto, vivencio todo tempo destinado a ele, nas varias etapas de sua vida, a começar quando tinha meses.

Era uma época de noites mal dormidas. Ao primeiro choro ou balançar do berço, corria e dava-lhe toda atenção necessária. –Era a dor de ouvido, de dentes ou de levá-lo a dar uma volta de carro no quarteirão, para que pegasse no sono novamente. -Gastava tempo com idas ao Pediatra, Pronto Socorro, Postos de Vacina e tudo o mais.

E, nos fins de semana, que gostoso! – Os passeios ao Parque do Ibirapuera, ao Play Center, a praia etc.

Enfim gastava todo tempo necessário para o seu bem estar.

Cresceu e os gastos, nem lembrar! –Dobraram! - Antes, a escolinha maternal, as roupas, - tudo mais barato. Hoje, faculdades caras, - já que as públicas são para alguns-, e nas particulares, o custo - beneficio duvidoso, - formam jovens a torno e direito, sem realmente saber o que o mercado de trabalho precisa. -Então, formados, vão ganhar uma merreca*, e penso comigo: - antes tivesse aplicado o dinheiro da mensalidade num imóvel, pois hoje ao sair da faculdade com o que ganham não conseguirão paga-lo.

Antes, era a bicicleta, o pião, uma pipa, e hoje, o carro, a gasolina o seguro, além das roupas de grife! E o celular! - que nunca atende quando ligo!

-E a tranqüilidade? - Nos fins de semana, enquanto não ouvir o barulho do carro, retornando da balada, como dormir sossegado?

Quanto tempo e dinheiro gasto e sinto-me feliz com isto.

Mas dia destes, precisando de um pouco do seu tempo, pedi que explicasse algo sobre o computador! Mas, qual o que! Disse-me: - entra numa escola de informática, pois estou com pressa: - insisti, e na verdade precisava conversar com alguém só um pouquinho: - de pronto respondeu: - O coroa, ta ligado? –preciso encontrar a minha garota: - Estou com pouco tempo. -Baixei a cabeça, e sorrindo comigo mesmo, lembrei do ditado de que: “filho criado, trabalho dobrado”.

Conformado, num misto de alegria e tristeza deu vontade de perguntar a ele? –Filho por que você cresceu? –Por que não continuou criança?

Brownsugar

*merreca, giria=pouco dinheiro

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Chora, coração

O erro dos McCann é não terem sido um bocadinho mais portugueses ou brasileiros: fatalistas, lacrimejantes e dramáticos

UM AMIGO paulistano contava-me em tempos que o grande problema do Brasil era a "inveja espiritual". Parei, afinei o ouvido e perguntei de volta: "Inveja espiritual?". Ele explicou: nós podemos ter inveja da casa do vizinho. Do carro. Da carreira. Da mulher.

Mas "inveja espiritual" é coisa mais sofisticada: é ter inveja do próprio vizinho. Da capacidade dele para suportar o infortúnio com a dignidade intocada.
Onde estão as lágrimas? O choro? As ameaças de suicídio e de homicídio (não necessariamente nessa ordem)? Não estão. Como diria Hemingway, ele tem graciosidade sob pressão.

A "inveja espiritual" é a inveja que sentimos quando vemos um adulto comportar-se como adulto.

Fiquei a pensar na história e a história, como a inveja, atacou-me quando regressei a Portugal depois de uma longa vadiagem pelo Brasil. E tudo por causa do caso McCann. Caso tenham estado em Marte nos últimos seis meses, uma criança inglesa de 4 anos, Madeleine McCann, desapareceu de um complexo turístico no Algarve no dia 3 de maio. Foi seqüestro? Homicídio?Isso não é importante. Importante é a reação da imprensa tablóide portuguesa, que rapidamente começou a amplificar o sentimento dos populares. Desde a primeira hora, os pais são suspeitos. Suspeitos, vírgula, culpados. Não necessariamente pelas provas que a polícia judiciária recolheu e que até podem apontar para uma suspeita legítima (eu, honestamente, não faço a mínima idéia). Falo do povo. Falo da voz do povo. Os pais são culpados porque parecem culpados.

E parecem culpados porque não choram como deveriam. Não gritam como deveriam. Não se comportam histericamente como deveriam. Pelo contrário: com a fleuma britânica que é típica da espécie, dão entrevistas aos jornais. Fazem campanhas na internet. Procuram a filha pelos quatro cantos do mundo. Agem racionalmente, mantendo a graciosidade possível. A pergunta é inevitável: que pais são esses que, perante o desaparecimento da filha, não afundam na depressão e na miséria?

O povo gosta de ver sangue. Mas, melhor que sangue, o povo gosta de ver lágrimas. O principal erro dos pais não foi ter deixado os filhos sozinhos no apartamento -Madeleine e dois gêmeos, ambos com 2 anos -enquanto jantavam com amigos a poucos metros. O erro principal dos McCann é não terem sido um bocadinho mais brasileiros. Ou, então, um bocadinho mais portugueses: fatalistas, lacrimejantes e dramáticos.O caso é sobretudo válido para a mãe. Em declarações aos jornais britânicos, Kate McCann confessou que lamentava não ser gorda e feia para que os portugueses gostassem mais dela. Um erro, minha senhora. O problema não é ser magra e bonita. O problema é não ter umas lágrimas para oferecer a platéias esfomeadas. Se lágrimas houvesse, até as maiores barbaridades seriam perdoadas. Ela matou a filha/vendeu a filha/fez da filha um sanduíche? Ah, mas chora, coitadinha.
A inveja espiritual não começou no Brasil. Como a língua e a Carmem Miranda, ela é herança de um pai só.
J.P.Coutinho

terça-feira, 4 de setembro de 2007

PT-DIMENSÃO PARALELA

O presidente Lula e o PT estão se especializando em criar um mundo onde ficções úteis sobrevivem divorciadas da realidade

O PARTIDO dos Trabalhadores e seu presidente de honra, Luiz Inácio Lula da Silva, parecem viver numa dimensão paralela, onde entidades oníricas têm o dom de intervir sobre a realidade e não vigora o princípio da não-contradição. Pelo menos é isso o que se depreende das teses apresentadas no 3º Congresso do PT, que teve lugar neste fim de semana em São Paulo.

No fantástico mundo de Lula, petistas não devem ter vergonha de defender "companheiros" que se tornaram réus no processo do mensalão, e o eterno presidente de honra pode candidamente proclamar: "Ninguém neste país tem mais autoridade moral e ética do que nosso partido".

Na Terra do Nunca presidencial, em que a boa e velha lógica aristotélica foi substituída pelas evasivas e tergiversações delubianas, tais afirmações podem coexistir pacificamente com as 11,2 mil páginas do inquérito (descontados anexos e tabelas) em que se descreve com alguma minúcia o esquema de banditismo urdido por baluartes petistas para desviar dinheiro público e corromper parlamentares. Pouco importa que o próprio Lula já se tenha dito "traído" pelos companheiros que agora absolve.

No mundo quântico petista, é possível que algo esteja vivo e morto simultaneamente. O partido, extravasando ecos de um passado que não existe mais, se compromete a lutar pelo "socialismo democrático e sustentável" -o que quer que isso signifique. Mais do que isso, propõe um plebiscito pedindo que se anule a privatização da mineradora Vale do Rio Doce, realizada pelo governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Nem parece tratar-se da mesma legenda que dá sustentação ao governo que paga a segunda maior taxa de juros do planeta e cujo líder máximo afirmou há pouco que os ricos já ganharam muito em sua administração e não têm motivos para queixas.

Na Utopia petista, o partido aprova resolução em que defende o direito ao aborto, convencionais vaiam uma ex-parlamentar que discursa contra o procedimento, e o governo indica um católico ultraconservador para compor o Supremo, que acabará julgando a matéria.

Na mesma linha, a legenda aprova uma moção com críticas aos militares e em que exige a abertura dos arquivos da ditadura. Nem parece tratar-se do mesmo PT que, no governo, cedendo aos apelos do Exército e do Itamaraty, manteve a absurda figura jurídica dos documentos oficiais sob sigilo eterno.

Diga-se em favor do PT e do presidente Lula que eles ao menos conseguiram reinventar a dialética marxista, ao engendrar um governo que já traz em si mesmo sua própria negação. É lamentável que tal inovação só subsista com o sacrifício da realidade. É nisso que Lula e o PT estão se especializando.

Editorial da Folha de São Paulo
04/09/2007
Sim, mas não muito !!!!!

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

REMESSA DE DINHEIRO-IMIGRANTES


GOVERNO BRASILEIRO QUER FACILITAR REMESSAS DE PEQUENOS VALORES DOS EUA PARA O BRASIL

Atualmente, as remessas internacionais ultrapassam $230 bi ao ano

O ministro das Comunicações brasileiro Hélio Costa informou que o presidente dos Correios dos Estados Unidos irá ao Brasil, para acertar uma série de procedimentos com o Ministério das Comunicações. Uma das principais ações a serem discutidas é a remessa de pequenos valores – até dez mil dólares – por brasileiros que vivem aqui para o Brasil por meio dos Correios.

A ordem de pagamento internacional pode ser comprada em supermercados, postos de gasolina, drogarias, no valor de até $10 mil. É um cheque pago em qualquer banco do mundo. O ministro das Comunicações defende o retorno do serviço para remessa de pequenas quantias. “Nós estamos nos referindo ao brasileiro que está no exterior e manda uma pequena quantia para ajudar a família no Brasil. Este convênio vai acabar com a exploração das empresas intermediárias”, explicou Hélio Costa.

Com o cancelamento do serviço pelo governo americano, os brasileiros que estão no exterior pagam até dez por cento de comissão para mandar dinheiro por escritórios ou entidades especializadas no serviço, apesar das mesmas negarem êsse desconto. O ministro já solicitou à Receita Federal que refaça esse entendimento para que o serviço, junto ao governo americano, possa ser restabelecido.

Remessas pelo celular

Outra novidade que, possivelmente, afetará o mercado das empresas de remessa nos EUA foi anunciada. A GSM Association, que reúne 19 empresas de Telecom que operam em 100 países, vai lançar um projeto piloto para integrar sistemas de mobile banking a uma central de câmbio internacional e, com isso, permitir a emissão de ordens de pagamento via celular para beneficiários em outros países.

Para viabilizar o projeto, as operadoras estão fazendo parcerias com bancos locais ou regionais e a GSMA está criando um plano piloto com o MasterCard Worldwide, que tem uma rede bancária de mais de 25 mil bancos.O objetivo da associação é atender ao crescente mercado de trabalhadores migrantes, que enviam recursos para suas famílias em seus países de origem. A associação estima que existam ao menos 200 milhões de trabalhadores nesta situação que poderiam se interessar pelo serviço.

Os migrantes poderão fazer transfe-rências internacionais de dinheiro e notificar seus parentes via celular. “O objetivo é reduzir os custos das transações, especialmente das remessas menores”, explica Ricardo Tavares, vice-presidente senior de políticas públicas da GSMA.
A chegada do serviço ao Brasil depen-derá de parcerias locais, segundo Tavares. “A iniciativa certamente beneficiará os países da América Latina e o Brasil, que têm muitos imigrantes nos Estados Unidos, Europa e Japão, mas vai depender de iniciativas locais das operadoras”, esclarece o executivo.

A empresa Skype já conta com o sistema Paypal, basta tão sómente baixar o programa pela Internet.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

BRASILEIRINHOS APÁTRIDAS-APROVADO


Brasileiros nascidos no exterior terão direito à cidadania

Depois de mais de dez anos de luta, o movimento Brasileirinhos Apátridas - criado pelo jornalista Rui Martins, radicado na Suíça - conseguiu uma grande vitória. Os filhos de brasileiros residentes no exterior terão direito à nacionalidade brasileira. Desde 1994, as crianças nascidas fora do país, filhas de pai ou mãe brasileiros, só tinham direito à nacionalidade se voltassem a morar no Brasil ou se fizessem uma opção diante de um juiz federal.


Atualmente, mais de 200 mil crianças encontram-se nesta situação. Agora, a Câmara dos Deputados do Brasil acaba de aprovar, por unanimidade, a proposta de emenda constitucional que concede o direito às crianças de serem brasileiras. O próximo passo é a aprovação do texto pelo Congresso.


"Brasileirinhos Apátridas"


“Todos nós temos a certeza de que os filhos de brasileiros nascidos no Exterior merecem a nossa cidadania, não só por uma questão de direito mas também por uma questão internacional. Países como Espanha e Itália dão a cidadania, inclusive aos netos dos imigrantes.”


Rui Martins


Jornalista brasileiro que reside há 20 anos na Suíça, depois de ter vivido em Paris (exílio) e Amsterdã, o veterano correspondente europeu trabalhou para a rede CBN e O Estado de S. Paulo, onde foi “foca” na época de Herzog, e é autor do livro Dinheiro Sujo da Corrupção, indicado ao Prêmio Jabuti 2006 de Livro Reportagem, no qual denuncia as contas de Paulo Maluf no exterior (Geração Editorial).



sábado, 11 de agosto de 2007

QUEM ESQUECE ERROS COMETIDOS NO PASSADO, ESTÁ CONDENADO A REPETI-LOS NO FUTURO

A Guerra do Vietnã


A reação contra a guerra e a contra-cultura


A participação crescente dos EUA na Guerra e a brutalidade e inutilidade dos bombardeios aéreos - inclusive com bombas napalm - fez com que surgisse na américa um forte movimento contra a guerra. Começou num bairro de São Francisco, na Califórnia, o Haight - Aschbury, com "as crianças das flores" (flower children), quando gente jovem lançou o movimento "paz e amor" (peace and love), rejeitando o projeto da Grande Sociedade do pres. Johnson.

Aumento da escalada americana no Vietnã(em soldados)

1960-900

1962-11.000

1963-50.000


1965-180.000

1967-389.000

1969-540.000



Em represália a um ataque norte-vietnamita e vietcong a base de Pleiku e Qui Nhon o presidente Johnson ordena o bombardeios intenso do Vietnã do Norte. Mas as tentativas de separar o Vietcong das suas bases rurais fracasssa, mesmo com a adoção das chamadas "aldeias estratégicas" que na verdade eram pequenas prisões onde os camponeses deveriam ficar confinados.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

AFINAL, PARA QUE SERVE O SENADO ?

BRASÍLIA - A iminente absolvição de Renan Calheiros explicita uma vez mais a crise de identidade do Senado. Não é uma Casa revisora. Não pune seus membros. Guarda em segredo suas mazelas. Afinal, para que serve mesmo o Senado? A Câmara pode até ser um antro com 300 picaretas, como disse Lula um dia. Mas seria injusto acusar os deputados de leniência absoluta. Embora assem pizzas, dezenas já foram ejetados da vida pública. No Senado, só um foi cassado até hoje. Como se senadores fossem seres mais puros e decentes do que seus colegas deputados.

Não é necessário vir a Brasília para verificar como Senado e Câmara têm códigos diferentes de prestação de contas ao país. Basta entrar na internet. Sobre os deputados é possível saber até quantas voltas dariam na Terra com o combustível recebido. Dos senadores só há biografias anódinas. O Renangate é marcado por uma sucessão de escárnios. Primeiro, o caso caiu nas mãos de um político semi-aposentado, desprezado em seu partido e ávido por encontrar uma sinecura para os filhos desempregados: o corregedor (sic) Romeu Tuma (DEM-SP). Não se dignou a dar um telefonema para açougues de Alagoas indagando se ali eram vendidas picanhas, filés, maminhas e cupins renanzistas.

Pós-Tuma veio o senador da floresta e sem voto, Sibá Machado (PT-AC). É o suplente-presidente do Conselho de Ética. Lançou-se com avidez à tarefa de absolver Renan. É ajudado por Epitácio Cafeteira (PTB-AM), relator do processo e ícone do velho Brasil. A dupla não quer julgar. Quer salvar. Nessa toada, os senadores cavam a própria cova. Nada contra. Exceto quando levam junto uma instituição da República. A pergunta "para que serve o Senado?" não deveria pairar no ar como agora. Se assim o é, algo de erradíssimo se passa com a democracia em vigor no país.
FERNANDO RODRIGUES

domingo, 27 de maio de 2007

MIAMI-ESTELIONATO

Brasileiro aplica golpe na comunidade

O nome da comunidade brasileira no sul da Flórida foi mais uma vez manchado pela atuação inescrupulosa de um de seus representantes. Depois de aplicar golpes que já superam a marca de oito milhões de dólares, o mineiro Vicente Padilha, conhecido pelo apelido de Vinnie, está sendo procurado pela Policia de Broward.
O brasileiro é acusado de formação de quadrilha, perjúrio, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e informações, falsidade ideológica e fraude.
Devido à natureza dos crimes, autoridades federais norte-americanas já foram acionadas, pois trata-se de caso de ameaça à segurança nacional, e o golpista está sendo procurado até no Brasil, para onde foi após a farsa ter sido descoberta.“Os crimes de falsificação de documentos, como drivers license e green card, representam o calcanhar de Aquiles para o Governo dos EUA, pois expõem a fragilidade do sistema de segurança e recebem punição severa.
Como a lavagem de dinheiro é um crime extraditável, de acordo com o tratado entre os dois países, acredito que assim que ele for capturado deve ser trazido para cumprir a pena em território norte-americano”, explica o advogado Max Whitney, que está prestando assistência jurídica a duas vítimas de Vinnie. A condenação pode chegar a mais de 20 anos de prisão.
Lamentável que alguns maus brasileiros denigram a imagem da comunidade, e ainda agora, que estão tentando normalizar a situação dos “ilegais”.
Parte do texto extraido de AcheiUsa.

terça-feira, 22 de maio de 2007

OPERAÇÃO NAVALHA-SEMPRE SE SABE

CARLOS HEITOR CONY
Sempre se sabe

No romance, dois irmãos são diferenciados porque um é filho legítimo e o outro, ilegítimo -num tempo em que a lei civil fazia esse tipo de diferença. Suportam-se na medida do possível.Já adultos, os pais mortos, têm coragem de conversar sobre o assunto que os separa desde a infância. O irmão legítimo fica admirado ao ver que o meio-irmão conhecia a origem bastarda. Pergunta admirado: "Como é que você soube?". O outro responde: "No fundo, sempre se sabe".Na vida real acontece mais ou menos a mesma coisa. Cedo ou tarde, de forma completa ou não, por meios legais ou violentos, ficamos sabendo do que acontece em volta da sociedade. Aparentemente, há a versão explícita e negociada dos atos e fatos que podem ser divulgados, comentados, até mesmo criticados, quando o regime é democrático, a imprensa é livre e os tribunais funcionam normalmente. A maioria daquilo que realmente acontece fica encapsulada pelas conveniências do poder e pela sabedoria geral, que aconselha a não meter a mão em cumbuca.Apesar disso, o conflito de interesses periodicamente desponta e tira do casulo um pouco da verdade, ou pelo menos uma versão não-autorizada, levantando o espesso tapete que ocultou o lixo sempre suspeitado, mas pouquíssimas vezes provado. Surge então um grande escândalo, cujas proporções variam de acordo com a soma de escândalos menores.Marx disse que ninguém melhor do que Balzac estudou o dinheiro como personagem da história. No tempo do autor de "Cesar Birotteau", podia-se enriquecer de várias maneiras, inclusive as legais. Hoje, o caminho preferencial para a riqueza passa pelo Estado, nem sempre de forma legal. Podemos fechar os olhos para isso, mas, no fundo, sempre se sabe.


Texto extraido da Folha de São Paulo - Opinião


quarta-feira, 2 de maio de 2007

NOSTALGIA


Estou ficando velho, e, as lembranças afloram, fazendo-me recordar um passado romântico e nostálgico. Tudo parece ter sido melhor do que hoje. Desde a camisa volta ao mundo, que não era preciso passar, do sapato vulcabrás, que não acabava nunca, da coca-cola pequena, em garrafa, da cerejinha, das calças Lee, ou americanas, difíceis de encontrar, -privilégio de quem ia ao exterior- do Simca Chambord, Gordini, e DKW.

Ir ao Estádio do Pacaembu, em São Paulo, torcedores misturados, sem essa de torcidas divididas. Ficavam todos juntos, -torcedores rivais, sim senhor- bebericando cervejas, trazidas dos bares internos, consumidas na arquibancada, numa confraternização geral. Hoje nem copos plásticos se pode usar, quanto mais beber.
Quando nosso time perdia, tudo se resumia, no máximo, numa gozação, num tirar sarro. Hoje, o estádio vira um campo de batalha, com torcidas uniformizadas, degladiando-se, como exércitos inimigos. Beber não pode, entretanto, dependendo do time que joga, ficar no meio da sua torcida, é fumar maconha por tabela. O cara sai chapado.

Até ser roubado outrora, era de maneira gentil e elegante. Quem não se lembra dos batedores de carteira! Havia elegância e, sem violência, levavam nossa carteira no ônibus, em aglomerações, de tal maneira sutil, que tínhamos vergonha de fazer queixa. Era office-boy num escritório de advocacia, e, sempre alertado a ficar esperto ao andar de bonde ou ônibus.

No ônibus agiam em 3, uma mulher deixando a vitima esfregar-se, outro tampando a visão do público e o terceiro, que habilmente levava a carteira, deixando o sujeito sem ação. Hoje os assaltantes entram armados, mandam todos deitar no chão, e ainda atiram no cobrador, motorista e passageiros. Que falta de picardia !

Na boca do lixo, ou zona, acontecia o conto do “suadouro” cuja vitima, acariciada pelas meninas, era sutilmente surrupiada. Apalpada na frente, nos lados e atrás, onde geralmente estava a carteira no bolso traseiro que, como num passe de mágica ia embora. O que contar lá em casa ?

Alguns, com vergonha e duros, pois muitas vezes era o dinheiro do pagamento, procuravam a delegacia e contavam outra história. O tira ouvia pacientemente, e, acostumado com a rotina diária fingia acreditar, fazendo um registro que não dava em nada.

Muitos senhores casados, iam à zona, semanalmente marcar o ponto, cujo risco, era ficar sem a carteira e no máximo pegar uma gonorréia. Agora, coitados... !! Ficar sem o dinheiro é o de menos... O problema maior é a Aids..

Levava-se a namorada aos cines Marabá e Ipiranga, no Centro, Capital-SP, jantava-se no Leão D’Olido, na Av. São João. Hoje, só cinemas com pornografia, e comer, apenas em restaurantes por quilo. Um horror !!

Hoje, ao contrário, o cidadão é roubado, com extrema violência. Ou dá os bens na marra ou leva tiro É assim mesmo, é a lei do cão. O mais forte, covardemente armado, nem precisava, pois geralmente são “di menor” de l,80, daí pra diante, tomam tudo, desmoralizando o mais fraco, indefeso e desprotegido.

Era um tempo em que o policial dentro da viatura, a um leve aceno, fazia o malandro vir até a viatura, no pio, explicar-se. Hoje, se tentar fazer o mesmo, um moleque , de l2 anos saca um revolver, se vacilar, um fuzil e vai metendo bronca. Sinal dos tempos.

Antigamente havia o esquadrão da morte, que a revelia, eliminava marginais. Hoje, existe o PCC, que mata marginas, policiais e cidadões. Alguns discutem, qual deles seria melhor para nós. Certamente, nenhum dos dois.

Outrora os políticos, ao que parece, eram mais sérios do que os de hoje. Estes, sempre envolvidos em escândalos, que um após o outro, devem ficar bem em seus currículos. Alguns são reincidentes genéricos, específicos e teimosos. Eleição após eleição, ali estão, como se nada tivesse acontecido, e, o eleitor brasileiro, fraco de memória, novamente os coloca em cena.

É preciso forjar homens honrados, honestos, despretensiosos, que sirvam de graça à causa pública.

Até o espiritual tinha mais atenção, as igrejas funcionavam 24 hs., hoje, só durante o horário comercial !

Havia a tão criticada ditadura, hoje a tão sonhada democracia.

Chega das discussões intermináveis dos politicos. Precisamos de educação, educação e educação. Fazer como o Japão, que dizimado com bombas atômicas, ressurgiu das cinzas, como fênix, e hoje disputa tudo, mano a mano, com as grandes potencias.

Discute-se o que é melhor: a direita, o centro ou a esquerda. Ao povo que importa isso ? Com quem está a verdade? Ou são todos um bando de mentirosos !! A verdade é do conhecimento de uns poucos que agem na sombra do poder. O povo, permanentemente enganado, só saberá a verdade daqui a 100 anos. Então, continuemos na saudade !!!

Brownsugar


Abaixo o Simca Chambord, o Gordini e o DKW.