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sexta-feira, 21 de março de 2008

O maior sinal de todos os tempos


Os dois carpinteiros ficariam assombrados se conhecessem o destino daquela encomenda


DOIS CARPINTEIROS , numa oficina não muito longe do templo, estão aplainando duas peças de madeira.


A encomenda fora feita por alguém do palácio de Pilatos. Trabalham em silêncio, com suas ferramentas: a lâmina dentada para serrar, a lâmina polida para aplainar. Pouco depois, colocaram uma das peças cruzando a outra.


Antes do meio-dia, virão buscar aquele instrumento de ignomínia no qual deverá morrer um condenado. Na véspera, eles haviam entregado duas encomendas iguais para que nelas morressem dois ladrões, um de Jerusalém, outro de Samaria.


O trabalho termina: a cruz está pronta. Deixam-na do lado de fora, é um objeto que não será roubado por ninguém.


Os judeus nem sequer a tocariam. Os soldados romanos, que desprezavam tudo o que os judeus produziam, viriam apanhá-la para a execução do condenado.


Os dois carpinteiros fecham a oficina; um deles vai beber na nova taberna aberta no caminho que leva a Jericó; o outro se dirige para casa, pouco antes da porta de Damasco. Eles não sabem que acabaram de criar o maior símbolo da história.


Nem Fídias, nem Michelangelo, ao esculpirem mármores imortais, jamais fizeram algo que se aproximasse da universalidade daqueles dois madeiros cruzados.


Erguida num morro próximo à cidade, que desde os tempos de Davi chamavam de Gólgota, e que os romanos, supersticiosos, chamavam de Calvário (parecia um crânio sinistro e calvo), aquela cruz iniciaria sua trajetória mansamente.


Durante os próximos três séculos, enfrentaria a cólera dos imperadores de Roma. Venceria-os um a um.


Milhões de seres humanos morreriam com os olhos fixos naqueles dois madeiros atravessados. Em sua simplicidade, seria o instrumento mais poderoso produzido pela mão do homem.


Atravessaria os séculos em estandartes que conquistariam o Velho Mundo. E romperia os mares no mastro das caravelas que descobririam o Mundo Novo. Seria gravado a fogo no punho das espadas e também no escudo de aço dos cruzados. Encimaria o pórtico dos castelos. E, à sua sombra, peregrinos de todos os tempos procurariam refúgio e consolação.


Dois simples madeiros, toscamente aplainados, foram reproduzidos em ouro e prata no peito de milhões de crentes e, transformados em mármore ou bronze, assinalariam milhões de túmulos daqueles que, confiados em sua fé, esperam a ressurreição dos mortos.


O gesto primário de quem assinala um ponto ou dele toma posse é repetido todos os dias, há mais de dois mil anos, na cabeça das crianças, no peito dos mortos, nas mãos que se casam, na testa daqueles que pedem bênção. E tudo nasceu naquela tarde em Jerusalém, quando dois carpinteiros aplainavam dois madeiros que nada significavam.


Em alguns lugares, a pena de morte por crucificação importava num suplício suplementar ao condenado: ele teria de levar o instrumento de sua tortura, a haste mais pesada. O braço seria pregado no local do sacrifício.


Assim fora feito na véspera, com as duas cruzes destinadas aos dois ladrões. Mas haviam recebido instruções para pregarem o braço na haste a fim de que o condenado daquela tarde tivesse maior peso para carregar. O que fizera ele para merecer um castigo a mais?


Só sabiam que era um forasteiro que viera ao templo para celebrar a Páscoa. Que crime cometera ele? Os dois carpinteiros ficariam assombrados se conhecessem o destino daquela encomenda. Nenhuma máquina fabricada pelo homem teria a formidável força daquele sinal.


Eles fecharam a oficina, um deles dirigiu-se à nova taberna onde -diziam- se bebia um vinho forte, produzido não longe dali, nos vinhedos de Jericó.


O outro foi para casa, situada pouco antes da porta de Damasco, preparar-se para o Shabat -que começaria quando a primeira estrela, solitária, brilhasse sobre o deserto da Judéia.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Fiscalizar o quê ?

O amigo já imaginou um grupo de policiais corruptos bancar um jantar de confraternização à Corregedoria da Policia ou se presos cumprindo pena patrocinassem banquete à juizes que fazem revisões criminais.
Pois bem, na devida proporção foi o que aconteceu em São Paulo quando uma empresa multinacional líder de reclamações no PROCON-órgão encarregado de fiscalização de abusos contra o consumidor-promoveu encontro de confraternização com almoço regado a bons vinhos, inclusive com sorteio de brindes a funcionários do PROCON.
Cadê a moral para fiscalizar o quê doravante. A empresa é a Telefônica. Lembram as passagens aéreas concedidas gratuitamente a integrantes da ANAC, órgão encarregado de fiscalizar as empresas aéreas. Pois é: “continua tudo como dantes no quartel do Abrantes”.

Crime adota jovens

Vivo em São Paulo, Capital, e como muitos, tenho um pequeno comércio. Diáriamente, adolescentes me pedem emprego, alegando que, em casa, são vários irmãos e, portanto, gostariam de ajudar seus pais.


Pacientemente explico-lhes que devido ao ECA, Estatuto do Adolescente, não posso fazê-lo. Saem tristes e cabisbaixos, e vez o outra, alguns passam em motos novas, pois por não conseguirem trabalho comigo acabam sendo adotados pelo traficante do bairro.


Alguns dizem que seus pais comentam com orgulho terem começado a trabalhar logo cedo, aos14 anos e, portanto no futuro, se aposentarão mais jovens.


Li o Estatuto, e outros comerciantes como eu, acabam entendendo, porque desde a sua publicação em 1990, portanto nestes 17 anos, jovens com ensino público precário, sem poder trabalhar, ou exercer atividades esportivas e saudáveis, devido à incompetência do Estado, tem se dedicado ao crime, aumentado os índices, principalmente nas regiões urbanas, com o crescente numero de tráfico e assaltos, surgimento de PCCs, e etc...


Como já foi dito: -“o ócio é o pai de todos os vícios”.


O pai pobre fica refém dessa situação. Seu filho, com um péssimo ensino público e por outro lado sem trabalho, já que o ECA proíbe, sem exercer atividades esportivas ou saudáveis, fica sem alternativa, sendo arrastado para o crime.


A conclusão é óbvia: aquele jovem que o Estado me impede de ajudar é o mesmo que virá assaltar-me, ou vender drogas ao meu filho.


No papel, o estatuto é maravilhoso, mas na prática, talvez em outras culturas seja excelente.


Meus avós devem estar se revirando na tumba, pois desde quando trabalho decente, não o escravo localizado em algumas regiões, fez mal a alguém? Só na cabeça de uns políticos hipócritas e demagogos, ou de outros, como alguns religiosos, e grupos assistenciais que se valem disso para satisfazer o ego, suas finanças ou necessidades físicas.

Criticar é fácil

De norte a sul do nosso querido Brasil descalabros.
Cadeias superlotadas que não cumprem sua função de reeducar e reintegrar.
Hospitais com péssimo atendimento à população e equipamentos caríssimos deteriorando-se por falta de uso.
Educação à beira de um colapso.
Na aviação civil nem lembrar.
Mas pior é assistir responsáveis por tudo isto darem entrevistas e na maior cara de pau alegar desconhecimento, além de ameaçar punir seus subalternos. É querer tampar o sol com a peneira.
Por sorte em todos setores há abnegados segurando tudo na medida do possível.
Êstes não esqueçam de que a corda sempre arrebenta do lado mais fraco.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

O ROLO DO ROLEX

Por que um cidadão vem a público mostrar sua revolta com a situação do país, alardeando senso de justiça social, só quando é roubado?


NO INÍCIO do mês, o apresentador Luciano Huck escreveu um texto sobre o roubo de seu Rolex. O artigo gerou uma avalanche de cartas ao jornal, entre as quais uma escrita por mim.


Não me considero um polemista, pelo menos não no sentido espetaculoso da palavra. Temo, por ser público, parecer alguém em busca de autopromoção, algo que abomino. Por outro lado, não arredo pé de uma boa discussão, o que sempre me parece salutar. Por isso resolvi aceitar o convite a expor minha opinião, já distorcida desde então.


Reconheço que minha carta, curta, grossa e escrita num instante emocionado, num impulso, não é um primor de clareza e sabia que corria o risco de interpretações toscas. Mas há momentos em que me parece necessário botar a boca no trombone, nem que seja para não poluir o fígado com rancores inúteis. Como uma provocação.


Foi o que fiz. Foi o que fez Huck, revoltado ao ver lesado seu patrimônio, sentimento, aliás, legítimo. Eu também reclamaria caso roubassem algo comprado com o suor do rosto. Reclamaria na mesa de bar, em família, na roda de amigos. Nunca num jornal.


Esse argumento, apesar de prosaico, é pra mim o xis da questão. Por que um cidadão vem a público mostrar sua revolta com a situação do país, alardeando senso de justiça social, só quando é roubado? Lançando mão de privilégio dado a personalidades, utiliza um espaço de debates políticos e adultos para reclamações pessoais (sim, não fez mais que isso), escorado em argumentos quase infantis, como "sou cidadão, pago meus impostos". Dias depois, Ferréz, um porta-voz da periferia, escreveu texto no mesmo espaço, "romanceando" o ocorrido. Foi acusado de glamourizar o roubo e de fazer apologia do crime.


Antes que me acusem de ressentido ou revanchista, friso que lamento a violência sofrida por Huck. Não tenho nada pessoalmente contra ele, de quem não sei muito. Considero-o um bom profissional, alguém dotado de certa sensibilidade para lidar com o grande público, o que por si só me parece admirável. À distância, sei de sua rápida ascensão na TV. É, portanto, o que os mitificadores gostam de chamar de "vencedor". Alguém que conquista seu espaço à custa de trabalho me parece digno de admiração.


E-mails de leitores que chegaram até mim (os mais brandos me chamavam de "marxista babaca" e "comunista de museu") revelam uma confusão terrível de conceitos (e preconceitos) e idéias mal formuladas (há raras exceções) e me fizeram reafirmar minha triste tese de botequim de que o pensamento do nosso tempo está embotado, e as pessoas, desarticuladas. Vi dois pobres estereótipos serem fortemente reiterados. Os que espinafraram Huck eram "comunistas", "petistas", "fascistas". Os que o apoiavam eram "burgueses", "elite", palavra que desafortunadamente usei em minha carta. Elite é palavra perigosa e, de tão levianamente usada, esquecemos seu real sentido. Recorro ao "Houaiss": "Elite - 1. o que há de mais valorizado e de melhor qualidade, especialmente em um grupo social [este sentido não se aplica à grande maioria dos ricos brasileiros]; 2. minoria que detém o prestígio e o domínio sobre o grupo social [este, sim]".


A surpreendente repercussão do fato revela que a disparidade social é um calo no pé de nossa sociedade, para o qual não parece haver remédio -desfilaram intolerância e ódio à flor da pele, a destacar o espantoso texto de Reinaldo Azevedo, colunista da revista "Veja", notório reduto da ultradireita caricata, mas nem por isso menos perigosa. Amparado em uma hipócrita "consciência democrática", propõe vetar o direito à expressão (represália a Ferréz), uma das maiores conquistas do nosso ralo processo democrático. Não cabendo em si, dispara esta pérola: "Sem ela [a propriedade privada], estaríamos de tacape na mão, puxando as moças pelos cabelos". Confesso que me peguei a imaginar esse sr. de tacape em mãos, lutando por seu lugar à sombra sem o escudo de uma revista fascistóide. Os idiotas devem ter direito à expressão, sim, sr. Reinaldo. Seu texto é prova disso.


Igual direito de expressão foi dado a Huck e Ferréz. Do imbróglio, sobram-me duas parcas conclusões. A exclusão social não justifica a delinqüência ou o pendor ao crime, mas ninguém poderá negar que alguém sem direito à escola, que cresce num cenário de miséria e abandono, está mais vulnerável aos apelos da vida bandida. Por seu turno, pessoas públicas não são blindadas (seus carros podem ser) e estão sujeitas a roubos, violências ou à desaprovação de leitores, especialmente se cometem textos fúteis sobre questões tão críticas como essa ora em debate.


Por fim, devo dizer que sempre pensei a existência como algo muito mais complexo do que um mero embate entre ricos e pobres, esquerda e direita, conservadores e progressistas, excluídos e privilegiados. O tosco debate em torno do desabafo nervoso de Huck pôs novas pulgas na minha orelha. Ao que parece, desde as priscas eras, o problema do mundo é mesmo um só -uma luta de classes cruel e sem fim.


JOSÉ DE RIBAMAR COELHO SANTOS, 41, o Zeca Baleiro, é cantor e compositor maranhense. Tem sete discos lançados, entre eles, "Pet Shop Mundo Cão".


Ver clipe no rodapé do Blog

domingo, 21 de outubro de 2007

Licença civilizada

Senado aprova extensão opcional de afastamento de mães para aleitar por 6 meses, de acordo com recomendação da OMS. Que bom !!!

Quem sabe um dia nossas mulheres e nossos bebes serão valorizadas como na Suécia onde a licença maternidade é de 480 dias ou 1 ano e 4 meses, além de 60 dias para os homens.


Veja só que diferença, Rinso lava bem mais branco. Eh eh eh

quinta-feira, 12 de julho de 2007

ESCUTAS TELEFONICAS


Já dizia um velho senador de que certos assuntos têm de ser discutidos ao pé do ouvido, nos pampas, ao som do minuano. Assim não se correm riscos. O mais incrível nas escutas telefônicas, que se tornaram corriqueiras, é o disparate como são pegos em flagrante, e assim mesmo, os envolvidos em negociatas continuam se arriscando, certos da impunidade. Depois, com mentiras deslavadas, procuram justificar o injustificável. Deve ser a alegria incontida de dividir toda grana amealhada criminosamente, e assim conquistar o novo carrão, o sitio, a viagem para Miami, etc. Na China o corrupto é fuzilado, - mas nem tanto-, no Japão, envergonhado, pede demissão, na Alemanha, se mata e por aí afora. Aqui os corruptos se matam sim, mas de rir na nossa cara. Será que não tem vergonha de seus filhos, esposa, família, etc.!!


Brownsugar

quarta-feira, 27 de junho de 2007

O SENADO E O GADO

O gado eqüino e bovino fazendo sucesso através dos tempos. No império romano o cavalo Incitatus de Calígula é nomeado senador e em Brasília a valiosa bezerra de R$ 300 mil de Roriz e os indiscutíveis bois de Renan já inspiram a criação da pizza de filé mignon.
Brownsugar

domingo, 24 de junho de 2007

USP PARA QUEM PRECISA

Alguns alunos e seus pais não sabem como fazer para acertar mensalidades atrasadas em faculdades particulares, entretanto, rebeldes sem causa que estudam de graça, como muitos que hoje governam e tiveram esse privilégio, param uma universidade pública como a USP por meses. É hora de fazer uma revisão geral nessa situação. Não faltarão defensores de plantão em defesa de tal situação, certamente da burguesia, não das classes menos favorecidas.
Filosofo Dias.
Brownsugar

quinta-feira, 14 de junho de 2007

RELAXA E GOZA

Juca Chaves, ao final de uma piada disse: “Se o estupro for inevitável, relaxa e goza”, outrora, Paulo Maluf em discurso proferido nas Minas Gerais, disparou: -"estupra mas não mata",- agora a mais recente, da Ministra do Turismo, Marta Suplicy, que indagada sobre a atual crise dos aeroportos, nunca dantes vista, sapeca: "Relaxa e goza porque você esquece todos os transtornos depois”. Está dificil distinguir o que é sério e o que é piada. Isto é gozar da nossa paciência. (brownsugar)
E mais:
De estupros e gozos

O leitor prefere a adversativa de "Estupra, mas não mata" ou a aditiva de "Se o estupro é inevitável, relaxa e goza!"? U M BELO DIA, aprendemos na escola que as orações coordenadas podem ser aditivas, adversativas, alternativas etc. Aprendemos também que a conjunção aditiva clássica é "e", que a adversativa clássica é "mas" etc.<
O nome já diz que as aditivas estabelecem nexo de adição, como se vê em "Amor de Índio" (de Beto Guedes e Ronaldo Bastos): "Lembra que o sono é sagrado e alimenta de horizontes o tempo acordado de viver". As adversativas, como o nome também já diz, expressam relação de adversidade, oposição. O célebre poema "Confidência do Itabirano" (de Drummond) termina com esta maravilha: "Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói". É de notar a opção do Poeta pelo ponto final depois de "parede", de que resultam a separação das duas orações que formariam um período composto e o emprego do "mas" como palavra inicial da oração de que participa. Comum no texto literário, esse recurso enfatiza a relação de adversidade estabelecida pelo "mas". Embora o "e" tradicionalmente estabeleça relação de adição, não raro se encontra esse conectivo com matiz adversativo, como neste trecho (de Drummond): "O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar". Ou nestoutro, de Machado: "Uns olhos tão lúcidos, uma boca tão fresca, uma compostura tão senhoril; e coxa!" O excerto (de "Memórias Póstumas") é relativo a Eugênia, personagem do romance. A seqüência da passagem é esta: "Esse contraste faria suspeitar que a natureza é às vezes um imenso escárnio. Por que bonita, se coxa? Por que coxa, se bonita?". Mutatis mutandis, pode-se fazer com o conectivo "mas" o que fez Machado com o contraste "bonita/coxa": "Ele rouba, mas faz"; "Ele faz, mas rouba". Em ambos os casos, o "mas" tem valor adversativo, mas parece claro que para o emissor da primeira frase o ato de roubar é menos grave do que é para o emissor da segunda sentença. Essa história de "Rouba, mas faz" me traz à mente outra pérola do rosário de misérias provindas de uma das tantas tristes figuras públicas deste país: "Estupra, mas não mata". Nessa lufada filosófica, a estuprar se contrapõe matar. O estupro seria admissível, desde que a vítima não fosse assassinada. Então tá. Quando proferida, essa quintessência do delírio causou protestos indignados etc. Nada mais justo. Mas perguntar não ofende: a sociedade que condena essa barbaridade não é a mesma que criou e adotou o lema "Quando (ou "Se') o estupro é inevitável, relaxa e goza!", pérola da quintessência da futilidade?
Talvez você não se lembrasse, porém é essa a frase original. A "criatividade" ou a conveniência reduziram-na ("Relaxa e goza!"), e ela foi parar em bocas e mentes de calibres vários (de tarados a sexólogos, por exemplo).
O leitor prefere a adversativa de "Estupra, mas não mata" ou a aditiva de "Quando o estupro..., relaxa e goza!"? Cabe lembrar que a raiz (latina) de "gozo" é a mesma de "gáudio" ("alegria", "regozijo"), sentimento que tem sido visto, por exemplo, nos nossos aeroportos: os viajantes são literalmente estuprados e, obedientes ao casto lema brasuca, relaxam, exultam... e gozam! É isso.
PASQUALE CIPRO NETO - 21/6/2007