terça-feira, 17 de julho de 2007

O PADRE A VODKA = ?

O novo padre da paróquia estava tão nervoso no seu primeiro sermão, que quase não conseguiu falar. Antes do seu segundo sermão, no domingo seguinte, perguntou ao arcebispo como poderia fazer para relaxar. Este lhe sugeriu que na primeira vez, colocasse umas gotas de vodka na água e que depois de uns goles estaria mais tranqüilo. No domingo seguinte aplicou a sugestão e sentiu-se tão bem, que poderia falar até no meio de uma tempestade, de tão feliz e descontraído que se encontrava.
Depois de regressar à reitoria da Paróquia, encontrou uma nota do Arcebispo dizendo-lhe:
"Prezado Padre... Seguem algumas observações: Na próxima vez, coloque gotas de vodka na água e não gotas de água na vodka. Não coloque limão e açúcar na borda do cálice. O manto da imagem de Nosso Senhor Cristo não deve ser usado como guardanapo. Existem 10 mandamentos e não 12.

Existiram 12 apóstolos e não 10. Judas traiu Jesus, não o sacaneou. Jesus foi crucificado, não enforcado; e Tiradentes não tem nada a ver com a historia. A hóstia não é chiclete, portanto evite tentar fazer bolas. Aquela 'casinha' é o confessionário, não o banheiro. Evite apoiar-se na imagem de Nossa Senhora, muito menos abraçá-la. A iniciativa de chamar o público para cantar foi louvável, mas fazer trenzinho e correr pela igreja foi demais...
Água benta é para se benzer e não para refrescar a nuca. Nunca reze a missa sentado na escada do altar; muito menos com o pé sobre a Bíblia sagrada. As hóstias devem ser distribuídas para o povo, jamais usadas como aperitivo para acompanhar o vinho. Procure usar roupas debaixo da batina.

Evite abanar-se com a batina quando estiver com calor. Jesus nasceu em Belém, mas isto não significa que ele seja paraense. Numa missa não se deve fazer perguntas ao público. Também não se deve pedir ajuda aos universitários. Até porque eles não sabem nada. Quem peca é um PECADOR; não um filho da puta. Quem peca vai para o inferno; e não pra puta que o pariu. Pelos 45 minutos de missa que acompanhei, notei essas falhas. Espero que tais falhas sejam corrigidas já para o próximo domingo. Atenciosamente, o Arcebispo. Ah, já ia esquecendo: uma missa leva em torno de uma hora e não dois tempos 45 minutos cada.
E aquele sujeito sentado no canto do altar, a quem você se referiu "travecão de vestido", era eu...

quinta-feira, 12 de julho de 2007

ESCUTAS TELEFONICAS


Já dizia um velho senador de que certos assuntos têm de ser discutidos ao pé do ouvido, nos pampas, ao som do minuano. Assim não se correm riscos. O mais incrível nas escutas telefônicas, que se tornaram corriqueiras, é o disparate como são pegos em flagrante, e assim mesmo, os envolvidos em negociatas continuam se arriscando, certos da impunidade. Depois, com mentiras deslavadas, procuram justificar o injustificável. Deve ser a alegria incontida de dividir toda grana amealhada criminosamente, e assim conquistar o novo carrão, o sitio, a viagem para Miami, etc. Na China o corrupto é fuzilado, - mas nem tanto-, no Japão, envergonhado, pede demissão, na Alemanha, se mata e por aí afora. Aqui os corruptos se matam sim, mas de rir na nossa cara. Será que não tem vergonha de seus filhos, esposa, família, etc.!!


Brownsugar

quarta-feira, 4 de julho de 2007

BRASILEIRINHOS APÁTRIDAS-

03.07.2007 [23:00]

Câmara Federal aprova PEC de brasileiros nascidos no exterior


Os deputados aprovaram esta noite (3) a Proposta de Emenda à Constituição 272/00, de autoria do Senado, que concede nacionalidade brasileira aos filhos de pai ou mãe brasileiros nascidos no exterior. Contudo, é necessário que o registro seja feito em repartição diplomática competente.
A matéria, aprovada sob aplausos em primeiro turno pelos deputados, irá à Comissão Especial para receber nova redação, que será votada em segundo turno.
A proposta corrige um problema criado pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994, que acabou com a possibilidade de um filho de pai e/ou mãe brasileiros nascido no exterior vir a ser registrado em uma repartição do Brasil no exterior para que adquira nacionalidade brasileira. Desta forma, os filhos dos brasileiros nascidos no estrangeiro eram considerados apátridas.
Atualmente, só existem duas condições para adquirir a cidadania brasileira: residência no Brasil ou opção pela nacionalidade brasileira, perante a Justiça Federal. Em outros países, o registro de brasileiros tem efeitos apenas para identificação civil. A proposta, relatada pela deputada Rita Camata (PMDB-ES), também inclui a permissão de que filhos de pai e/ou mãe brasileiros nascidos em outros países entre 7 de junho de 1994 e a data da promulgação da emenda sejam registrados em repartição diplomática brasileira, se vieram a residir na República Federativa do Brasil.
(Rodolfo Torres)

quarta-feira, 27 de junho de 2007

O SENADO E O GADO

O gado eqüino e bovino fazendo sucesso através dos tempos. No império romano o cavalo Incitatus de Calígula é nomeado senador e em Brasília a valiosa bezerra de R$ 300 mil de Roriz e os indiscutíveis bois de Renan já inspiram a criação da pizza de filé mignon.
Brownsugar

domingo, 24 de junho de 2007

USP PARA QUEM PRECISA

Alguns alunos e seus pais não sabem como fazer para acertar mensalidades atrasadas em faculdades particulares, entretanto, rebeldes sem causa que estudam de graça, como muitos que hoje governam e tiveram esse privilégio, param uma universidade pública como a USP por meses. É hora de fazer uma revisão geral nessa situação. Não faltarão defensores de plantão em defesa de tal situação, certamente da burguesia, não das classes menos favorecidas.
Filosofo Dias.
Brownsugar

segunda-feira, 18 de junho de 2007

AFINAL, PARA QUE SERVE O SENADO ?

BRASÍLIA - A iminente absolvição de Renan Calheiros explicita uma vez mais a crise de identidade do Senado. Não é uma Casa revisora. Não pune seus membros. Guarda em segredo suas mazelas. Afinal, para que serve mesmo o Senado? A Câmara pode até ser um antro com 300 picaretas, como disse Lula um dia. Mas seria injusto acusar os deputados de leniência absoluta. Embora assem pizzas, dezenas já foram ejetados da vida pública. No Senado, só um foi cassado até hoje. Como se senadores fossem seres mais puros e decentes do que seus colegas deputados.

Não é necessário vir a Brasília para verificar como Senado e Câmara têm códigos diferentes de prestação de contas ao país. Basta entrar na internet. Sobre os deputados é possível saber até quantas voltas dariam na Terra com o combustível recebido. Dos senadores só há biografias anódinas. O Renangate é marcado por uma sucessão de escárnios. Primeiro, o caso caiu nas mãos de um político semi-aposentado, desprezado em seu partido e ávido por encontrar uma sinecura para os filhos desempregados: o corregedor (sic) Romeu Tuma (DEM-SP). Não se dignou a dar um telefonema para açougues de Alagoas indagando se ali eram vendidas picanhas, filés, maminhas e cupins renanzistas.

Pós-Tuma veio o senador da floresta e sem voto, Sibá Machado (PT-AC). É o suplente-presidente do Conselho de Ética. Lançou-se com avidez à tarefa de absolver Renan. É ajudado por Epitácio Cafeteira (PTB-AM), relator do processo e ícone do velho Brasil. A dupla não quer julgar. Quer salvar. Nessa toada, os senadores cavam a própria cova. Nada contra. Exceto quando levam junto uma instituição da República. A pergunta "para que serve o Senado?" não deveria pairar no ar como agora. Se assim o é, algo de erradíssimo se passa com a democracia em vigor no país.
FERNANDO RODRIGUES

quinta-feira, 14 de junho de 2007

RELAXA E GOZA

Juca Chaves, ao final de uma piada disse: “Se o estupro for inevitável, relaxa e goza”, outrora, Paulo Maluf em discurso proferido nas Minas Gerais, disparou: -"estupra mas não mata",- agora a mais recente, da Ministra do Turismo, Marta Suplicy, que indagada sobre a atual crise dos aeroportos, nunca dantes vista, sapeca: "Relaxa e goza porque você esquece todos os transtornos depois”. Está dificil distinguir o que é sério e o que é piada. Isto é gozar da nossa paciência. (brownsugar)
E mais:
De estupros e gozos

O leitor prefere a adversativa de "Estupra, mas não mata" ou a aditiva de "Se o estupro é inevitável, relaxa e goza!"? U M BELO DIA, aprendemos na escola que as orações coordenadas podem ser aditivas, adversativas, alternativas etc. Aprendemos também que a conjunção aditiva clássica é "e", que a adversativa clássica é "mas" etc.<
O nome já diz que as aditivas estabelecem nexo de adição, como se vê em "Amor de Índio" (de Beto Guedes e Ronaldo Bastos): "Lembra que o sono é sagrado e alimenta de horizontes o tempo acordado de viver". As adversativas, como o nome também já diz, expressam relação de adversidade, oposição. O célebre poema "Confidência do Itabirano" (de Drummond) termina com esta maravilha: "Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói". É de notar a opção do Poeta pelo ponto final depois de "parede", de que resultam a separação das duas orações que formariam um período composto e o emprego do "mas" como palavra inicial da oração de que participa. Comum no texto literário, esse recurso enfatiza a relação de adversidade estabelecida pelo "mas". Embora o "e" tradicionalmente estabeleça relação de adição, não raro se encontra esse conectivo com matiz adversativo, como neste trecho (de Drummond): "O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar". Ou nestoutro, de Machado: "Uns olhos tão lúcidos, uma boca tão fresca, uma compostura tão senhoril; e coxa!" O excerto (de "Memórias Póstumas") é relativo a Eugênia, personagem do romance. A seqüência da passagem é esta: "Esse contraste faria suspeitar que a natureza é às vezes um imenso escárnio. Por que bonita, se coxa? Por que coxa, se bonita?". Mutatis mutandis, pode-se fazer com o conectivo "mas" o que fez Machado com o contraste "bonita/coxa": "Ele rouba, mas faz"; "Ele faz, mas rouba". Em ambos os casos, o "mas" tem valor adversativo, mas parece claro que para o emissor da primeira frase o ato de roubar é menos grave do que é para o emissor da segunda sentença. Essa história de "Rouba, mas faz" me traz à mente outra pérola do rosário de misérias provindas de uma das tantas tristes figuras públicas deste país: "Estupra, mas não mata". Nessa lufada filosófica, a estuprar se contrapõe matar. O estupro seria admissível, desde que a vítima não fosse assassinada. Então tá. Quando proferida, essa quintessência do delírio causou protestos indignados etc. Nada mais justo. Mas perguntar não ofende: a sociedade que condena essa barbaridade não é a mesma que criou e adotou o lema "Quando (ou "Se') o estupro é inevitável, relaxa e goza!", pérola da quintessência da futilidade?
Talvez você não se lembrasse, porém é essa a frase original. A "criatividade" ou a conveniência reduziram-na ("Relaxa e goza!"), e ela foi parar em bocas e mentes de calibres vários (de tarados a sexólogos, por exemplo).
O leitor prefere a adversativa de "Estupra, mas não mata" ou a aditiva de "Quando o estupro..., relaxa e goza!"? Cabe lembrar que a raiz (latina) de "gozo" é a mesma de "gáudio" ("alegria", "regozijo"), sentimento que tem sido visto, por exemplo, nos nossos aeroportos: os viajantes são literalmente estuprados e, obedientes ao casto lema brasuca, relaxam, exultam... e gozam! É isso.
PASQUALE CIPRO NETO - 21/6/2007