domingo, 9 de dezembro de 2007

Bate papo entre presos

Dois presos batiam papo no xadrez.
Dizia o preso um: - aí mano o cara foi absolvido de novo lá no Senado.
Diz o preso dois: também tu não ouviu dizer que quando 90% dos que julgaram tem telhado de vidro, não tem moral pra condenar ninguém. Fica difícil, né mano ?
Então é como dizia o meu velho pai: - filho se tu cair do cavalo, cai dum puro sangue, não dum pangaré, tá? ou : -filho, se tu roubar, rouba bastante, porque na cadeia só tem otário, pobre e miserável.
Aí, mano ! Não ouvi o coroa. Deu no que deu!




Criticar é fácil

De norte a sul do nosso querido Brasil descalabros.
Cadeias superlotadas que não cumprem sua função de reeducar e reintegrar.
Hospitais com péssimo atendimento à população e equipamentos caríssimos deteriorando-se por falta de uso.
Educação à beira de um colapso.
Na aviação civil nem lembrar.
Mas pior é assistir responsáveis por tudo isto darem entrevistas e na maior cara de pau alegar desconhecimento, além de ameaçar punir seus subalternos. É querer tampar o sol com a peneira.
Por sorte em todos setores há abnegados segurando tudo na medida do possível.
Êstes não esqueçam de que a corda sempre arrebenta do lado mais fraco.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Poema

A poesia está guardada nas palavras - é tudo que eu sei.

Meu fado é o de não entender quase tudo.

Prepondero a sandeu.

Sobre o nada eu tenho profundidades.

Não cultivo conexões com o real.

Para mim, poderoso não é aquele que descobre ouro,
Poderoso para mim é aquele que descobre as insignificâncias:
(do mundo e nossas).

Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.

Fiquei muito emocionado e chorei.

Sou fraco para elogios.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

FERNANDO PESSOA

Nunca amamos ninguém. Amamos, tão somente, a idéia que fazemos de alguém. É um conceito nosso, em suma, é a nós mesmos que amamos. Isso é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma idéia nossa.

A vida é para nós o que concebemos dela. Para o rústico cujo campo lhe é tudo, esse campo é um império. Para o César cujo império lhe ainda é pouco, esse império é um campo. O pobre possui um império; o grande possui um campo. Na verdade, não possuímos mais que as nossas próprias sensações; nelas, pois, que não no que elas vêem, temos que fundamentar a realidade da nossa vida.

O amor é um sonho que chega para o pouco ser que se é.

O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.

Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.

A felicidade está fora da felicidade.

Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso.
O Homem é do tamanho do seu sonho.

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Ministro vedete

O Nelson Jobim é a reencarnação masculina da vedete Wilza Carla. Não pode ver ninguém com picolé na mão, que julgando ser microfone já vai dando entrevista !!!

Minestrone

Um amigo convida em delegado de policia descendente de italianos a jantar em casa.
Seu pai português é excelente cozinheiro. Ao fim de saborear uma sopa o delegado diz: -Pôxa, que bom “questo minestrone” seu Joaquim, no que responde o velhinho: minestrone o caralho “doutoire” ! Isto é uma sopa portuguesa !!!

Por que não te calas ??




Quem assiste aos discursos de Hugo Chaves na Venezuela, percebe que atrás de si sempre há uma jovem uniformizada !
Das duas uma: ou o cara é chegado nas menininhas ou está ressuscitando a juventude nazista. Como disse El Rey ! –Por que não te calas hombre !!!